quinta-feira, 3 de novembro de 2011

IFCE adapta tablet para leitura em braile

A  possibilidade de ler qualquer coisa continua sendo um sonho para muitos deficientes visuais. Uma equipe de professores do campus de Fortaleza do Instituto Federal do Ceará juntamente com a empresa incubada AED Tecnologia, está prestes a tornar isso muito mais fácil e acessível. O grupo está desenvolvendo um equipamento capaz de permitir aos deficientes visuais a leitura de documentos impresso ou digitalizados, bem como a escrita de documentos, utilizando uma ou mais células braile.
Pessoa usando tabletO Projeto Portáctil, que está sendo financiado pelo MEC desde 2010 após o reitor do IFCE Cláudio Ricardo Gomes de Lima ter apresentado a idéia ao ministro da Educação Fernando Haddad, ainda possui função de sintetização de voz, permitindo a leitura aos que não dominam a linguagem braile. Coordenado pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento em Automação, o projeto tem à frente o professor Anaxágoras Maia Girão, também coordenador geral do Portáctil.
De acordo com o professor Elias Teodoro Júnior, integrante da equipe que desenvolve o projeto, o processo é construído da seguinte maneira: a imagem impressa é capturada pela camera do tablet com ajuda de um software. Em seguida, é usado um OCR (Optical Character Recognition) para obter o texto a partir da imagem. Finalmente, o texto é enviado para a célula braile, dando ao usuário total controle de navegação sobre o texto exibido nessa modalidade de linguagem.
Elias Teodoro ainda lembra que o equipamento se comunica com o tablet via bluetooth, o que permite que, na ausência do tablet, possa ser usado num celular do tipo smartphone. De acordo com o professor, a iniciativa tem como objetivo assegurar a inclusão de deficientes visuais na modernidade da educação. “Atualmente, temos pouca literatura em braile e a um custo muito alto. Esse equipamento possibilitará a leitura de qualquer documento, aumentando significativamente as possibilidades para essas pessoas”.
Outra vantagem é a possibilidade de armazenar várias obras em equipamentos pequenos e portáteis como o tablet e o celular. O Projeto Portáctil, que já tem patente depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), estará totalmente concluído em dezembro e, como se trata de uma pesquisa encomendada pelo MEC, a partir do próximo ano, o ministério poderá contratar empresas fabricantes para comercializar o equipamento.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto Federal do Ceará
Sugestão de pauta: Agência da Boa Notícia – (fone: 85 3224 5509)


Fonte: Agência da Boa Notícia

Pesquisa inédita no Brasil revela dados sobre o mercado de trabalho para as pessoas com deficiência


Carteira de trabalhoDados de uma pesquisa realizada pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, serão apresentados no dia 8 de novembro, terça-feira, na FEA/USP.
A pesquisa, ainda inédita no Brasil, foi feita com pessoas com e sem deficiência, com o objetivo de informar organizações e empresários sobre o panorama do mercado de trabalho, além de debater sobre as possibilidades de inserção profissional de pessoas com deficiência.
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, abrirá o evento com uma palestra que mostra a visão do Governo do Estado de SP sobre a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Além da Secretária, outros convidados palestrarão, como o professor Hélio Zylberstajn e o professor José Afonso Mazzon. A entrada é franca e o evento acontece a partir das 8h30.
Serviço: Data: 8 de novembro de 2011 Horário: a partir das 8h30 Local: FEA/USP – ao lado da Praça dos Bancos Endereço: Rua Professor Luciano Gualberto, 908 – São Paulo

Kika de Castro: lente inclusiva


Fotos:Kika de Castro


“Escrevo com a luz”, esta foi a melhor definição encontrada por Kika de Castro, para descrever sua paixão, a fotografia. Kika se encantou pela arte com o pai, fotógrafo amador. Ela se formou em publicidade, chegou a trabalhar na área, porém abandonou para se dedicar à fotografia. Não se sabe se por destino ou coincidência, mas seu primeiro emprego como fotógrafa lhe levaria a fazer um trabalho diferente, de mostrar a beleza de outro ângulo, mais inclusivo.
Kika foi trabalhar como chefe do setor de fotografia de um centro de reabilitação para pessoas com deficiência. Entretanto, ela conseguiu transformar fotos impessoais, para prontuários médicos, no que ela chama de Fototerapia. A terapia pela foto é uma forma de resgatar a autoestima através de books.
“Fui à Rua 25 de março, comprei bijuterias, espelho, maquiagem e revistas. Levei para o meu setor e transformei aquela sala em estúdio fotográfico. Quando os pacientes perguntavam para quê era a foto, eu falava que era um pré-ensaio de uma revista masculina ou feminina, dependia do caso”, explica a fotógrafa.

Agência de modelos com deficiência
Ao ver os resultados dos ensaios, as pessoas fotografadas queriam saber se existia espaço no mercado para modelos com deficiência. Como ela mantinha contato no meio publicitário, resolveu montar a primeira agência de modelos de pessoas com deficiência.
Para ela, o mercado tem começado a usar o conceito de diversidade e inclusão na publicidade. Prova disso foi quando sua agenciada, a atriz Priscila Menucci, foi convidada para fazer o comercial da Skol, ao lado de outras mulheres bonitas, mostrando a sensualidade presente em todas as mulheres.

Padrão de beleza
Kika entende tanto sobre mostrar a sensualidade, que este ano apresentou na Reatech, a exposição “Toda nudez vai ser revelada”. “Fotos sensuais, de pessoas com deficiência não eram algo tão comum. As pessoas viram que a sensualidade quando bem retratada é uma ferramenta, seja de sedução, como uma forma de divulgar o trabalho como modelo”, define Kika.
O padrão estético está em constante transformação, no Renascimento, as mulheres acima do peso eram consideradas belas. Atualmente o padrão extremamente magro é um ideal. Mas, a fotógrafa pesquisou e percebeu que não existia referência entre beleza e pessoas com deficiência.
“Tenho orgulho de falar que as minhas fotos não têm Photoshop. Minhas modelos são aquilo que a foto mostra, sem máscaras, sem retoques. Sabemos que perfeição física, não existe. E minhas modelos provam que beleza e deficiência não são palavras opostas”, completa.
Kika encerra a entrevista com uma frase do cirurgião plático, Ivo Pitanguy, para refletir. “A beleza eu não sei definir, porém, sei reconhecer quando vejo”.

Fonte: http://www.guiainclusivo.com.br/

Comemoração de 30 anos de luta das pessoas com deficiência



Há trinta anos (1981), a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência. Este ano virou um marco para discutir, chamar atenção e definir ações para dar igualdade de oportunidades e reabilitação para este grupo. Em comemoração a Secretaria do Estado dos Direitos das Pessoas com deficiência e a Representação do Sistema da ONU, será promovido um evento de três dias.
Para relembrar aqueles que participaram ativamente, os militantes pioneiros serão homenageados. A ideia é também estimular novos ativistas na luta pela igualdade de direitos e participação na sociedade. O evento acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro, sendo que o primeiro dia será realizado na Secretaria, situada no Memorial da América Latina em São Paulo e os outros dois dias no hotel Jaguará Convetion. A inscrição custa R$ 20 e deve ser paga pelo site: http://seminarioaipd.sedpcd.sp.gov.br.Assim como a programação das palestras. Os debates devem discutir os caminhos para o futuro do movimento e de direitos.

Acessibilidade deve começar dentro das residências

Símbolo de acessibilidade
Escadas, batentes, maçanetas altas, portas estreitas, pias e torneiras longe do alcance das mãos. Os obstáculos para as pessoas com deficiência não estão só nas ruas: já começam dentro de suas próprias residências. Pouca gente imagina como detalhes aparentemente pequenos se tornam uma barreira quase impossível de ultrapassar. Mas com algumas alterações, dá para adaptar o imóvel e receber um morador com deficiência, tornando o seu dia a dia mais simples e confortável.

De acordo com o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Site externo., 15% da população brasileira têm algum tipo de deficiência física. São 24,6 milhões de pessoas que possuem ao menos alguma dificuldade em enxergar, ouvir, locomover-se, ou alguma limitação mental. Destas, apenas nove milhões estão no mercado de trabalho.

Só na
Capital cearenseSite externo., estima-se que existam cerca de 360 mil pessoas com algum tipo de necessidade especial. No Estado, ultrapassam 1,2 milhão. Para muitas delas, o lar, que deveria ser um local seguro, guarda armadilhas que impedem o desenvolvimento de atividades cotidianas. Uma casa acessível, deve permitir que os moradores possam se locomover e fazer suas atividades diárias com independência e, principalmente, segurança. Os ambientes são dimensionados para o uso de cadeiras de rodas, mas podem ser usadas por todos.

Lar Especial

Visando à melhoria de qualidade de vida destas pessoas, a
TV DiárioSite externo. lançou o concurso cultural Lar Especial, que dá oportunidade a este público de ter a sua casa totalmente adaptada. Para participar, basta o interessado enviar uma carta ou se inscrever pelo site, respondendo à pergunta: "Por que eu mereço um Lar Especial?".

A resposta poderá conter até dez linhas e, as mais sensíveis serão escolhidas pela produção dos programas Sua Manhã e Painel Imobiliário.

"Fiquei muito feliz porque o programa Sua Manhã tenha sido escolhido para ser um dos porta-vozes desta iniciativa da TV Diário de possibilitar mais qualidade de vida para as pessoas com deficiência", afirma a apresentadora Maísa Vasconcelos. Ela acrescenta que, muitas vezes, o poder aquisitivo da pessoa com deficiência o impede de fazer modificações em sua residência. "Uma adaptação mínima, como o rebaixamento das estantes, para quem é cadeirante, altera totalmente a vida da pessoa", diz.

A apresentadora chama atenção para o fato de a acessibilidade ser um tema tão debatido hoje pela população e governos, mas, no caso das
pessoas com deficiência, a questão começa dentro de casa. Discutimos isso no âmbito da cidade mas eu conheço atletas medalhistas que não têm condições de circular dentro de suas residências porque as portas são estreitas, os banheiros não são adaptados", comenta.

O concurso está aberto aos cidadãos brasileiros, residentes no Ceará comprovadamente há mais de cinco anos, com qualquer deficiência, que resolvam se inscrever por conta própria. O artigo 3º do Decreto 3298 de dezembro de 1999, o qual regulamenta a Lei 7853/1989, considera deficiência a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano.

A cada mês, de outubro de 2011 a outubro de 2012, será escolhida uma pessoa. Estas competirão numa prova que será realizada nos programas Sua Manhã e Painel Imobiliário. O vencedor ganhará o Concurso Lar Especial, que conta com parceria da Agência SG e da C. Rolim Engenharia.

A reforma consistirá em adequação de um espaço preexistente, com uma área média de até 25 metros quadrados em condições adequadas de uso e mobilidade pela pessoa com deficiência dentro de sua modalidade.

Caso seja necessário o deslocamento do vencedor e seus familiares para outras acomodações, enquanto é realizada a reforma, os programas Sua Manhã e Painel Imobiliário serão responsáveis pela cessão de hospedagens seguras e confortáveis durante todo o processo, de no máximo cinco pessoas.

A seleção das melhores respostas, feita pela Comissão Julgadora, utilizará os seguintes critérios: originalidade, ineditismo, temática e compreensão do conteúdo.

Público

1,2 Milhão de pessoas com necessidades especiais vivem no Ceará, segundo estimativa do IBGE. Pelo menos 360 mil delas estão em Fortaleza. No Brasil, são 24,6 milhões de pessoas

MAIS INFORMAÇÕES:
interessados devem enviar as cartas para a TV Diário, Rua Tomás Acioli, 1677 - Dionísio Torres, ou
para: www.tvdiario.tv.br/lar-especialSite externo.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.comSite externo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Glee um seriado diferente



Seriados americanos geralmente têm temáticas parecidas, falam sobre medicina, dramas familiares, comédias ou adolescentes populares. Rompendo com essa tendência, a série Glee foi lançada em setembro de 2009, mas a segunda temporada só foi ao ar em setembro do ano passado e já virou um fenômeno. Você deve estar se perguntando porquê um seriado americano teria haver com inclusão?
O seriado é um musical, ao estilo highschool, que conta a história de adolescentes que fazem parte do coral de uma escola americana. Mas, diferente das histórias tradicionais, a série conta história de personagens socialmente excluídos: uma adolescente popular que fica grávida, outra finge ser gaga, uma é negra e obesa, outro é homossexual (Kurt) e um cadeirante (Artie).
Glee leva as pessoas refletirem sobre as diferenças das pessoas, sobre diminui-las sejam diferenças físicas, raciais e até emocionais por meio da música. Essa mensagem parece bem importante, pois percebe-se que a maioria das séries americanas só falam sobre personagens populares, das líderes de torcida, dos jogadores da escola. Com o fenômeno de bullying é cada vez mais importante mostrar a inclusão por meio da música.
Um episódio bastante inclusivo foi quando um coral de surdos interpreta a música Imagine junto ao coral de Glee. Apesar de muitas pessoas não se identificarem com o gênero musical, o seriado faz sucesso, pois discute algo que muitos adolescentes já viveram o processo de descoberta de identidade, a dificuldade de entrar em grupos, de ser diferente.
Talvez esse seja o segredo de Glee, mostrar que as pessoas são diferentes, mas que podem se juntar através da música. Para quem ainda não assistiu, vale a pena conferir este trecho abaixo com a interpretação de surdos da música Imagine de John Lenon.



Fonte:Guia inclusivo

Cadeirantes descobrem nova maneira de jogar futebol






O Jornal Nacional apresenta um futebol diferente: o futebol elétrico. A reportagem é de Renato Ribeiro.
Os ingredientes: uma quadra, cadeiras de roda e uma bola. Os personagens: pessoas tetraplégicas que se recusaram a ver em uma cadeira algo que aprisionasse.
Esse é o “power soccer”. Em português, seria futebol elétrico. Elétrico porque as cadeiras de rodas usam baterias iguais às baterias de carro. São usadas barras de ferro que servem tanto de proteção quanto como contato com a bola, como se fossem as chuteiras.
“É a mesma emoção de quando eu jogava bola. Não tem diferença nenhuma. É uma sensação de superação, de liberdade e de conquista”, diz Ricardo Gonzalez, presidente da Associação Brasileira de Futebol Elétrico.
Ricardo é um dos pioneiros da modalidade no Brasil, que começou em 2009. Ficou tetraplégico depois de um acidente de carro. O objetivo dele é transformar a nova modalidade em esporte de exibição nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.
As regras são simples. Dois times, com quatro de cada lado, incluindo goleiro. A bola é do tamanho da autoestima desses atletas, bem maior do que o normal. O gol fica entre dois cones. E o jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos. O mais legal: é unissex e sem limite de idade.
Por isso, famílias começaram a procurar esse time, no Rio, em busca de uma atividade para os filhos. “Hoje ele é um menino muito feliz. O comportamento dele até mudou”, conta José Carlos Borges, pai de Bernardo.
“É legal a integração com pessoas que têm o mesmo problema que eu”, diz o praticante Bernardo Borges.
Eles levam a sério. Os gols normalmente saem de bolas divididas. Os pais viram mecânicos. A cadeira chega a 10 km/h, controlada por um joystick. Alguns têm que prender a mão no controle com uma fita.
Em um clube, na Zona Oeste do Rio, famílias se reúnem todos os sábados para torcer e sorrir. Tudo é adaptado aos atletas, como os banheiros e a rampa na entrada do ginásio. São pessoas que, normalmente, são capazes de fazer poucos movimentos. “Não consigo apertar algumas coisas e não escovo os dentes sozinho”, diz Ricardo Gonzalez.
Os movimentos se transformam na quadra. “É um futebol de cadeirantes, mas eu me sinto como se fosse um jogador de verdade”, conta Lucas, de 9 anos.
“Power soccer”: um novo esporte capaz de mostrar, de novo, o poder do futebol.


Fonte:Ser Lesado