segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Atenção: Cuidado ao Mergulhar

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Como medida preventiva, Mara Gabrilli protocolou PL que prevê uma semana de campanha alertando a população
Em 2002, quando tinha 16 anos, Danilo Oliveira Freire foi passar o ano-novo na casa de uma tia, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Em um passeio pela praia, resolveu tomar um banho de mar. Numa fração de segundos, furou uma onda e no mergulho foi de cabeça num banco de areia. O estudante perdeu os movimentos na hora e ficou boiando por cerca de quatro minutos até que alguém percebesse o que havia ocorrido. Danilo foi operado e permaneceu internado por quase três meses.
Ao cair com o alto da cabeça num local raso com banco de areia, Danilo sofreu um choque que fez com que o seu pescoço fosse dobrado enquanto o resto de seu corpo ainda permancesse em movimento. Isto causou uma fratura em duas de suas vértebras, deixando Danilo tetraplégico incompleto ( ele consegue fazer alguns movimentos com dificuldade) e dependente de uma cadeira de rodas para se locomover.

Episódios como este acontecem com uma frequência maior do que se imagina. Segundo dados do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o mergulho em água rasa é a quarta causa de lesão medular no Brasil. E em época de verão, o acidente ocupa a segunda maior incidência do país. Para se ter uma ideia deste número, a cada semana, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas ao bater a cabeça em mergulhos. A incidência é de 60,9% dos casos.

Com relação ao perfil das vitimas, uma pesquisa realizada pela Rede Sarah mostrou que o predominio é de pacientes do sexo masculino e na maioria adolescentes e adultos jovens. O Local de maior incidência é o rio, onde ocorre cerca de 43,5% dos casos.


Aconteceu com eles:

 Marcelo Rubens Paiva


Aos 20 anos de idade, o jornalista e escritor ficou tetraplégico ao saltar em um lago e chocar a cabeça em uma pedra. Paiva fraturou uma vértebra ( 5ª cervical ) do pescoço. Hoje, depois de muita fisioterapia, ele consegue fazer alguns movimentos.


 Roberto Belezza



Em um feriado em Saquarema, no Rio de Janeiro , Roberto Belleza, então com 36 anos, correu em direção ao mar. Ao mergulhar, o empresário teve a cabeça empurrada violentamente contra o raso fundo de areia. Segundos depois, ele boiava em menos de um metro de profundidade, com o rosto virado para a água, Belezza já não podia mais sentir seus movimentos.



Cid Torquato

Especialista em economia digital, Cid Torquato ficou tetraplégico em setembro de 2007, quando encantado com as águas cristalinas do Mar Adriático, na Croácia, resolveu dar um mergulho do alto de um píer. A maré estava baixa e Cid lesou sua medula na altura da quinta vértebra.

É possivel evitar
Em seu mandato como vereadora de São Paulo, Mara Gabrilli protocolou para votação na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei que prevê uma semana de campanha alertando a população dos riscos de mergulhar de cabeça no mar, em rios, lagos ou piscinas. “É uma lesão medular que pode ser contornada com informação simples e direta à sociedade. E isso não pode ser desprezado, pois podemos evitar que mais pessoas se tornem deficientes físicos”, observa Mara.

Fonte:Mara Gabrilli

Marca dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016 é apresentada ao Mundo com Espetáculo de dança, luzes e fogos

Com a presença dos campeões paralímpicos Daniel Dias, Clodoaldo Silva e Ádria dos Santos, a marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016™ foi revelada ao mundo na noite deste sábado, 26 de novembro, com um espetáculo de dança, luzes e fogos na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões-postais da cidade e local da disputa das provas de Remo e Paracanoagem. Cerca de 200.000 pessoas acompanharam o lançamento, que ocorreu durante a inauguração da 16ª Árvore de Natal da Bradesco Seguros, o terceiro evento anual de maior mobilização na cidade, após o réveillon de Copacabana e o Carnaval.

“Essa é uma marca que expressa paixão e transformação sob a ótica do Movimento Paralímpico e seus valores: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Uma marca que pode não apenas ser vista, mas também experimentada por meio de diversos sentidos, atingindo o maior número de pessoas, no mesmo espírito de inclusão que queremos para os Jogos”, disse o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Carlos Arthur Nuzman.
“A marca representa bem o nosso movimento e os valores do esporte paralímpico, um coração que une e ao mesmo tempo transforma, com emoção e determinação”, disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.
O desenvolvimento da marca ficou a cargo da Tátil Design de Ideias. É a mesma agência brasileira selecionada para criar a marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016™, após um processo de cinco meses que contou com a participação de 139 agências nacionais. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) reconheceu a abrangência do processo e também escolheu a Tátil para desenvolver a marca paraolímpica.
A primeira aparição da marca aconteceu no fim da exibição de três minutos do filme oficial no telão do palco principal do evento, em frente ao Estádio de Remo. Para surpresa da plateia, após a apresentação do vídeo e ao som de trilha sonora emocionante, uma enorme escultura da marca, medindo 4m de altura e 3m de largura e pesando 160kg, foi erguida por uma plataforma hidráulica ao lado do palco. Um rastilho de fogos foi disparado a partir da plataforma em direção à Árvore de Natal, dando a deixa para o seu acendimento.
Em uma arquibancada de frente para o palco principal, acompanhando o evento, estavam o presidente do IPC, Sir Philip Craven; o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral; o prefeito do Rio, Eduardo Paes; e o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, além de Carlos Arthur Nuzman e Andrew Parsons
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Sir Philip Craven, presidente do IPC, disse: “Para mim, a marca representa o coração de um atleta e, como nossos atletas são o coração do Movimento Paralímpico, ela é simplesmente perfeita em destacar o que nós somos. Assim como a fantástica cidade do Rio, cada vez que olho para a marca percebo algo novo; nunca é a mesma coisa quando olho novamente. Falamos muito no Movimento Paralímpico sobre espírito em movimento e essa marca representa isso perfeitamente.”

A marca emocionou os campeões paralímpicos presentes à festa, que posaram ao lado de um modelo menor do que a grande escultura da Lagoa, num ambiante que reporoduzia o som da torcida. O objetivo da Tátil, de fazer uma marca sensorial e com emoção ficou clara logo aos primeiros toques de Ádria. A grande campeã, um dos nomes que impulsionou o esporte paralímpico no Brasil, não conteve as lágrimas.
“Quando a toquei, com o som da torcida e do coração pulsando, passou um filme da minha carreira na minha cabeça. Mexeu demais comigo. Ela é muito bonita”, disse Ádria.
Espetáculo de dança aquece o público
O show de lançamento da marca começou às 20h, quando o mestre de cerimônias do evento, o ator Edson Celulari, subiu ao palco e anunciou a apresentação do espetáculo de balé da companhia Nós da Dança. Durante aproximadamente 10 minutos, a plateia assistiu a uma apresentação em quatro atos, cada um representando um esporte paralímpico: atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, vela e esgrima em cadeira de rodas.
No espetáculo, dois dos quatro bailarinos principais que interpretaram os atletas são cadeirantes e um terceiro é amputado. Os três fazem parte do grupo de dança da Associação Niteroiense de Deficientes Físicos e foram selecionados especialmente para a apresentação. O único bailarino principal que não tinha deficiência usou uma venda nos olhos para interpretar um atleta corredor cego.

Após o espetáculo de lançamento da marca, convidados e jornalistas puderam vivenciar uma performance tridimensional da marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016™. Uma escultura de poliuretano passou por um longo processo de impressão 3D, recebeu sensores de luz para integração ao toque e programação de movimento com som.
A ideia de uma experiência em 3D, multissensorial, dá continuidade à experiência vivenciada pela marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016™, lançada em dezembro do ano passado, na festa de réveillon da Praia de Copacabana, que também foi apresentada em uma versão tridimensional como uma escultura viva de luz e movimento. Até 2016, a experiência sensorial com a escultura da marca paraolímpica será levada a diversas partes do Brasil, em eventos do calendário Rio 2016™, ampliando o alcance dos Jogos.




Fonte:Comitê Paraolímpico

Dono de calçada sem conservação pode pagar multa

São Paulo resolve atacar – pelo bolso – um problema comum a todas as cidades. Vai aumentar – e muito – o valor da multa aos proprietários que têm calçadas abandonadas e mal-cuidadas.

E quem vai ganhar com isso? O pedestre, é lógico.


A radiografia mostra que o acidente foi grave. “Triturou os ossos do pé. Ele acabou colocando os pinos no tornozelo”.
Uma rua de São Paulo é caminho para uma estação de metrô bem movimentada. O trajeto aqui não é muito fácil, desnível, raiz de árvore, buracos. Em 2006, um estudante que passava pela rua tropeçou.
Na época, a calçada estava com um buraco. “Ele ficou seis meses em recuperação, ele estava em fase de vestibular. Perdeu o vestibular daquele ano”, lembra Renata Pastorino, advogada do estudante.
A calçada é de um imóvel particular. Mas o estudante, que não quis dar entrevista, entrou na Justiça contra a prefeitura de São Paulo. O argumento: faltou fiscalização.
O juiz concordou. A sentença saiu esta semana, cinco anos depois do acidente: indenização de R$ 17.500. A prefeitura vai recorrer.
Quem passa o dia na rua conhece bem o risco das calçadas mal-cuidadas. Mas uma nova lei da capital paulista pode facilitar a vida do pedestre.
Quem não cuidar da própria calçada vai pagar caro por isso. Vale para qualquer dono de casa e de apartamento. E para órgãos públicos também.
A nova lei vai mudar o valor da multa para as calçadas com problemas. Antes, esse valor era determinado pelo tamanho do estrago. Agora o que importa é a largura da fachada do imóvel: R$ 300 por metro.
Uma casa com cinco metros de frente, por exemplo, pagará R$ 1.500 de multa – seja qual for a irregularidade na calçada.
“O valor da multa era muitíssimo menor que a execução do serviço, que a reforma da calçada. Obviamente os poucos maus usuários da cidade preferiam tomar multa a reformar o seu passeio”, explica Ronaldo Camargo, secretário de coordenação das subprefeituras de São Paulo.
Os donos das casas têm que ficar de olho nas suas calçadas! Mas e aquelas que são de todo mundo? Será que os locais públicos estão com as calçadas em ordem? O Fantástico foi conferir!
Em São Paulo, o caminho para o Hospital Emílio Ribas, um dos mais importantes da cidade, está cheio de descidas perigosas. O hospital disse, em nota, que vai reformar a calçada.
Em uma escola estadual da Zona Sul, encontramos uma situação inusitada. Em frente ao portão de entrada, a calçada está ótima. Mas andando um pouco, só tem mato! “É sempre pela rua. Às vezes a gente tem que dar licença pros carros passarem”, conta a estudante Debora Freitas.
A Secretaria de Educação de São Paulo pretende consertar a calçada no início do ano que vem.
Próxima parada: Cuiabá, Mato Grosso. Caminhar em frente ao prédio do Tribunal de Justiça é tranquilo. A calçada é plana, não há nenhum tipo de obstáculo. O problema aqui é atravessar a rua.
“A norma técnica diz que a altura do meio fio, no máximo, pode ser 20 centímetros. Aqui nós temos aproximadamente um metro e trinta centímetros”, aponta o especialista em acessibilidade Givaldo Dias Campos.
Atravessar a rua é um desafio. O Tribunal de Justiça afirmou que deve colocar uma cerca neste trecho da calçada para evitar acidentes.
Em Belém do Pará, visitamos o mercado municipal no bairro do Jurunas, que fica na periferia. O chão é de terra batida, todo desnivelado. E mais pra frente, mais problemas. Não tem calçada, o que é existe é um valão de esgoto. “Só dá para passar dentro d’água”, diz uma moradora.
“A verdade é que aqui tem acúmulo de água da chuva, o problema de esgotamento sanitário. Os pedaços que foram feitos se desintegram ,eles vão quebrando, porque não tem uma continuidade”, explica o professor em arquitetura e urbanismo José Júlio.
A Secretaria de Economia de Belém, responsável pelo Complexo dos Jurunas, afirmou que vai fazer reparos no ano que vem.
Em Fortaleza, a calçada do Paço Municipal foi adaptada para pessoas com deficiência visual. Uma faixa clara com um relevo diferente do resto do piso serve para orientar quem não enxerga.
“Tem a sinalização, tem o tipo de piso especial para as pessoas que não enxergam, mas no meio do caminho tem um tremendo de um degrau”, critica o urbanista José Sales.
A norma brasileira que regulamenta a acessibilidade diz: o piso especial deve alertar ao cego quando houver obstáculo no caminho. A prefeitura de Fortaleza afirmou que a fachada desse prédio é tombada, e por isso os degraus não foram retirados. Mas o governo estuda alargar a calçada.
Quem for vítima de obstáculos assim pode pedir indenização, como no caso do estudante de São Paulo que mostramos no início desta reportagem.
“É importante que ela ou alguém tire fotos do local, guarde os comprovantes de gastos e os laudos médicos, radiografia, receita”, orienta a defensora pública Tatiana Belons.
“É uma ação difícil, é uma ação longa. Mas é uma ação que valeu a pena”, diz a advogada do estudante.

Fonte: Fantástico

sábado, 26 de novembro de 2011

Páginas na internet não seguem padrões web e nem de acessibilidade

Pesquisas revelam que acessibilidade de páginas de sítios web dos órgãos públicos brasileiros alcança a média de 2% do total de mais 6 milhões de páginas analisadas.

Símbolo de acessibilidade
Acessibilidade na web é uma premissa básica para as metas do W3C: Uma web para todos, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar, segura e confiável. Infelizmente, boa parte das páginas desenvolvidas não seguem padrões web e muito menos padrões de acessibilidade, o que inviabiliza o acesso a informação por pessoas com deficiência.

Pesquisa recente do W3C Brasil aponta que o indicador de conformidade aos padrões de acessibilidade de páginas de sítios web dos órgãos públicos brasileiros alcança a média de 2% do total de mais 6 milhões de páginas analisadas. Estima-se que o indicador para as páginas web do setor privado, ainda em levantamento, seja semelhante ao do setor público. Esse número indica que há um espaço enorme para avançar na acessibilidade na web.

Há mais de dez anos o W3C desenvolve diretrizes de acessibilidade. Essas diretrizes são técnicas que devem ser aplicadas em websites para que as barreiras de acesso sejam eliminadas ou reduzidas. Essas técnicas permitem que navegadores e tecnologias assistivas (como leitores de tela) compreendam a página de forma adequada e apresentem ao usuário um resultado claro, inteligível e sem barreiras.

A partir desse cenário, W3C Escritório Brasil vai realizar, por determinação do
Comitê Gestor da Internet, o primeiro Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web, em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e a ABRADI - Associação Brasileira das Agências Digitais promovem o primeiro Todos@Web - Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web.

Todos@Web - Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web tem como objetivo promover nacionalmente a acessibilidade na web, de forma a conscientizar desenvolvedores e homenagear pessoas / empresas e ações em prol do acesso de pessoas com deficiências na web.

São três categorias principais e três sub-categorias que abrangem diversas ações sobre acessibilidade, que premiarão as melhores ações. A participação é muito mais do que um prêmio. É o reconhecimento público do trabalho em pról da acessibilidade na web.

O prêmio Todos@web é uma iniciativa do W3C Escritório Brasil, por determinação do Comitê Gestor da Internet, em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e a ABRADI - Associação Brasileira das Agências Digitais.

A premiação será em dinheiro para os três mais bem colocados de cada categoria, participação do no evento internacional W4A – Web for All, durante a conferência WWW2013 (para o primeiro colocado em cada categoria), troféu, participação na solenidade e exposição dos trabalhos em publicação do W3C.br.

As inscrições estarão abertas entre 1 de dezembro de 2011 *até 31 de março de 2012*. Participe e inscreva seu projeto ou ação.

Fonte: http://saci.org.br/

Pesquisa: 68% dos deficientes estão insatisfeitos com função

A pouca compatibilidade apontada entre capacidade/experiência e função é apontada por 62,8% entre profissionais com deficiência contra 34,6% dos trabalhadores em geral.

Duas mãos se cumprimentam. Ao fundo, pessoas olham para as mãos
A falta de compatibilidade entre a função exercida por pessoas com deficiência, seu grau de escolaridade e capacidade são os maiores fatores de descontentamento no emprego, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento junto a 628 trabalhadores com deficiência e 566 sem deficiência mostrou que 68,9% dos profissionais com deficiência têm este sentimento, enquanto entre trabalhadores em geral este porcentual é de 42,8%.

A pouca compatibilidade apontada entre capacidade/experiência e função é ainda mais gritante: 62,8% entre profissionais com deficiência contra 34,6% dos trabalhadores em geral. Na verdade, poucos profissionais com deficiência estão satisfeitos com o emprego atual (apenas 57,4%, contra 67,6% do grupo sem deficiência) ou com a carreira (53,6% contra 65,8%), conforme mostrou a pesquisa.

Ao contrário do que se costuma imaginar, o salário não é o principal fator de desencanto dos entrevistados, de acordo com a Fipe. "Apesar de 53,2% considerarem que ganham abaixo da média do mercado, a maior queixa é mesmo a falta de valorização e perspectiva de ascensão profissional", apontou a instituição em relatório.

A pesquisa faz parte do projeto Monitoramento da Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho, da
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade

Mais de 31 mil são multados em SP por desrespeito a vagas reservadas


Com a chegada do fim do ano, o movimento de veículos aumenta nas ruas de São Paulo. Achar uma vaga para estacionar fica ainda mais difícil e muitos motoristas acabam usando as vagas especiais – idosos e deficientes – para guardar os veículos. Até outubro, mais de 31,3 mil multas foram aplicadas a motoristas que desrespeitaram a reserva de vagas.

Uma lei federal garante que pelo menos 2% das vagas nas ruas sejam reservadas para deficientes físicos. O motorista que ignorar a sinalização pode ter que pagar uma multa de R$ 53,20. São três pontos na carteira e o carro pode ser guinchado.

Na capital, das mais de 36 mil vagas de Zona Azul - 782 são destinadas aos deficientes e 1.700 aos idosos. Entretanto, nada disso é suficiente para evitar o desrespeito. Na região da Rua 25 de Março, no Centro, o lugar para deficiente foi transformado em ponto de carga e descarga.

O total de autuações para desrespeito à vaga do idoso em 2010, a partir de março, foram 20.698 multas. Em 2011, até o mês de outubro foram 24.113. A Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) explica que as vagas são exclusivas para quem se encaixa nas condições de regulamentação – mais de 60 anos ou ser portadora de alguma deficiência.

Os agentes da CET aplicaram 10.681 multas na capital em pessoas que desrespeitaram as vagas de portadores especiais em 2010. Este ano, já foram aplicadas 7.193 entre janeiro e agosto.

Fiscalização
A CET não fiscaliza o uso de vagas disponíveis em estacionamentos mantidos por estabelecimentos privados. Não cabe à companhia esse tipo de fiscalização nem tampouco a regulamentação dessas vagas. A fiscalização do uso das vagas exclusivas funciona em toda cidade toda. Ela é realizada por todos os agentes de trânsito da CET.

Cartão Idoso
O Cartão Idoso é uma autorização especial para o estacionamento de veículos, conduzidos por idosos ou que os transportem, nas vias e logradouros públicos, em vagas especiais devidamente sinalizadas para este fim. Tem direito ao cartão pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, condutoras ou passageiras de veículos automotores.

Cartão DeFis-DSV
O cartão DeFis-DSV é uma autorização especial e gratuita para o estacionamento de veículos em via pública em São Paulo, em vagas especiais para pessoas com deficiência de mobilidade. Tem direito ao cartão pessoas com deficiência física nos membros inferiores; deficiência física, decorrente de incapacidade mental e pessoas com mobilidade reduzida temporária.

Para obter o cartão, é preciso imprimir e preencher o formulário de requerimento e atestado médico. O último é necessário para comprovar a deficiência física ambulatória ou a mobilidade reduzida. O requerente deve entregar os formulários originais ou cópias, autenticadas ou simples. Também é preciso levar uma cópia simples do RG (ou documento equivalente) do portador de deficiência e do seu representante, quando for o caso.

O formulário deve ser entregue, pessoalmente ou pelo correio, na Rua Sumidouro, 740, em Pinheiros, no setor de Autorizações Especiais do DSV. O serviço funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h. O cartão deverá ser retirado no mesmo endereço. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 3812-3281 ou (11) 3816-3022.

Nas vagas especiais situadas em áreas de Zona Azul, o usuário deve utilizar, além do cartão DeFis-DSV, o cartão de Zona Azul. O cartão não dá direito ao uso da vaga gratuitamente.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mais de 6,5% da população têm alguma deficiência severa, segundo IBGE

 
Foto mostra pessoa em cadeira de rodas, com destaque para uma das mãos
Em 2010, o total de pessoas que declararam possuir pelo menos uma deficiência severa no país foi de 17.777.080, representando 6,7% da população total. O Censo investigou, no questionário da amostra, as deficiências visual, auditiva, motora e mental.

Para as três primeiras, foram verificados ainda os graus de severidade: alguma dificuldade, grande dificuldade e não consegue de modo algum. As pessoas agrupadas na categoria deficiência severa são as que declararam, para um tipo ou mais de deficiência, as opções “grande dificuldade” ou “não consegue de modo algum”, além daquelas que declararam possuir deficiência mental.
A deficiência visual severa foi a que mais incidiu sobre a população: em 2010, 3,5% das pessoas declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar. Em seguida, apareceu a deficiência motora severa, atingindo, em 2010, 2,3% das pessoas.
O percentual de pessoas que declararam possuir deficiência auditiva severa foi de 1,1% e o das que declararam ter deficiência mental foi de 1,4%.