sábado, 17 de dezembro de 2011

Lutador sem parte do antebraço segue invicto no MMA e dá lição de autoestima


O atleta, de 25 anos, sonha chegar ao UFC e quer provar que pessoas com deficiências podem fazer o que quiserem e vencer.

Nick Newell está no ringue de luta sem camiseta

Nick Newell não tem a mão e parte do antebraço esquerdos, mas isso não o impede de entrar no ringue do MMA. Mesmo com a deficiência, ele permanece invicto, com seis vitórias em seis lutas.

A última vítima de Newell foi Denis Hernandez, na 15ª edição do XFC (Xtreme Fighting Championships). Ainda no primeiro round, ele aplicou uma chave de calcanhar perfeita para derrotar o rival por finalização.


A estreia do americano no MMA foi em junho de 2009, mas sua carreira no mundo das lutas começou ainda na escola: foram 153 combates de luta greco-romana antes da mudança para o vale-tudo.

“Meu objetivo é provar que as pessoas com deficiências podem fazer o que quiserem e vencer”, disse Newell, em entrevista ao site MMAFighting.com em 2009.

“Se você tem um objetivo, vá lá e faça. Dê o seu melhor para que você seja o melhor em tudo. Dê tudo o que você tem. Ganhar é muito importante para mim, mas, no fim do dia, mesmo se eu perder, eu sei que dei o melhor de mim e não tenho vergonha disso”, afirmou.

O atleta, de 25 anos, tem um sonho. “O objetivo de todo o lutador é chegar ao UFC. Eu acho que seria muito legal. Independentemente da minha deficiência, eu sempre quero vencer e ser o melhor”, completou.


Fonte: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br

Assembleia aprova proposta que isenta pessoas com deficiência de IPVA


A medida vale para pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autista, que tenham adquirido veículos com benefícios fiscais concedido pela União ou pelo estado.

Carro adaptado para pessoas com deficiência

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou nesta quinta-feira (8) a proposta do governo do estado que isenta pessoas com deficiência da cobrança do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). A medida vale para pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autista, que tenham adquirido veículos com benefícios fiscais concedido pela União ou pelo estado.

A lei aprovada vale a partir da publicação no Diário Oficial do Estado. O projeto foi aprovado com a abstenção apenas do deputado Augustinho Moreira (PV), sendo aprovado pelo restantes dos deputados presentes.

O mesmo texto do Executivo isenta de IPVA máquinas de terraplenagem, empilhadeiras, guindastes e demais máquinas utilizadas na construção civil ou por estabelecimentos industriais ou comerciais, para o monte e desmonte de cargas. O deputado Heitor Férrer (PDT) chegou a apresentar emenda para retirar esse trecho, mas foi derrubada nas comissões temáticas da Assembleia, antes de ir à votação em plenário.


Fonte: http://g1.globo.com/ceara

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Beleza também combina com Deficiência

Onde muitos enxergam o preconceito, a fotógrafa e publicitária Kica de Castro vê sensualidade e beleza. Ela abriu uma agência de modelos para profissionais com alguma deficiência em 2007, considerada única no Brasil até o momento. A experiência começou antes, em 2002, quando Kika chefiava o setor de fotografia de um centro de reabilitação para pessoas com deficência física. O que era apenas registro para prontuários médicos se transformou em projeto de resgate da autoestima dos pacientes com a Fototerapia.
Kika acreditou que essas pessoas poderiam se tornar modelos fotográficos e de passarela, mas a ideia esbarrou na recusa das agências, por isso criou sua empresa. Na palestra Aparelhos ortopédicos na mira da moda, que faz parte da Virada Inclusiva na Biblioteca de São Paulo, a fotógrafa prova que cadeiras de rodas, próteses, muletas e bengalas podem ser vistos como acessórios. É uma questão do olhar.
Maraísa Proença
Rayane Landim
Fotógrafa Kica de Castro
Fotógrafa Kica de Castro

Fonte: http://bibliotecadesaopaulo.org.br/

Ministério Público do Trabalho vai intensificar fiscalização da Lei de Cotas

Os procuradores pretendem ainda ampliar a articulação entre poder público, instituições de capacitação, sindicatos e entidades de defesa e apoio às pessoas com deficiência.

Mão segura carteira de trabalho
Com a chegada do Dia Internacional de Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 03 de dezembro, o Ministério Público do Trabalho (MPT), informa que vai intensificar a fiscalização em diversos setores da economia. Este ano foi criado o projeto “Inclusão Legal”, com o objetivo de estabelecer estratégias de atuação judicial e extrajudicial, com foco na inclusão dos deficientes no mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com a gestora do projeto, Vanessa Bozza, a atuação dos procuradores será diferente em cada estado. “Estamos fazendo um mapeamento dos setores mais difíceis para inserção do deficiente e do reabilitado. No
Paraná, iremos priorizar empresas de saúde, educação e transporte”, afirmou.

Os procuradores pretendem ainda ampliar a articulação entre poder público, instituições de capacitação, sindicatos e entidades de defesa e apoio às pessoas com deficiência. Outra meta é a formação de Fóruns de Empregabilidade, com participação de representantes públicos e privados, a fim de promover atividades conjugadas que possam viabilizar a inclusão no mercado de trabalho.

Já está prevista a realização de audiências públicas nas capitais e municípios no interior para esclarecimento a respeito da legislação brasileira atual e sensibilização quanto à importância da diversidade no ambiente de trabalho. Serão realizadas, ainda, palestras, pesquisas e campanhas publicitárias. Outra frente eleita pelo projeto está em destinar recursos obtidos em ações judiciais promovidas pelo MPT para o custeio de cursos de capacitação profissional das pessoas com deficiência.

Segundo o Censo 2010 do
IBGE, existem 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, aproximadamente 24% da população brasileira. Em 2000, o percentual era de 14,5%, o que demonstra um aumento de 65% no número de deficientes declarados.

A legislação determina que as empresas com mais de 100 empregados são obrigadas a preencher de 2% a 5% dos postos de trabalho com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.

As expectativas de colocação profissional estão maiores para as pessoas com deficiência. Após a conquista da sanção da Lei 12.470, no final do mês de agosto, os trabalhadores podem se arriscar no mercado de trabalho sem o medo de perder o benefício de prestação continuada.

O que se mostrava como um empecilho na busca do trabalho, agora representa uma garantia que permitirá aos deficientes buscarem qualificação e colocação profissional. Durante dois anos ininterruptos, mesmo empregados, eles não deixam de receber o benefício, o que representa uma garantia caso haja dispensa.

“Essa lei trouxe segurança para os trabalhadores com deficiência”, ressalta a procuradora do Trabalho Vanessa Bozza. Ela explica que, apesar de o salário praticado pelo mercado ser superior à bolsa previdenciária, de um salário mínimo, não há estabilidade no emprego. Essa situação impedia, muitas vezes, que os deficientes se arriscassem no mercado. “É melhor ter um salário mínimo, todo mês, do que não ter nada em algum momento”, destaca.

De acordo com as novas regras, mesmo que o trabalhador permaneça empregado por mais de dois anos, o benefício não é cancelado, apenas suspenso. E, caso haja dispensa, poderá ser reativado sem necessidade de nova perícia médica.

Audiência na Câmara

A Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública nesta quinta-feira (01) para discutir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Realizada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, a audiência expôs as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas portadoras de alguma deficiência na hora de conquistar um emprego. A lei de cotas e a falta de capacitação foram os temas mais debatidos na reunião.

De acordo com o procurador do Trabalho e Vice-Coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Flávio Evangelista Gondim, o problema de exclusão não está na legislação vigente, mas, sim, em alguns aspectos que precisam ser melhorados. Como, por exemplo, “a inexistência de um cadastro de pessoas com deficiência, a falta de qualificação profissional e o fato de muitos portadores preferirem não trabalhar para não perder a previdência”, afirmou o procurador. Flávio disse ainda que o Estado não é o único responsável em promover a inclusão das pessoas especiais no mercado de trabalho e que isso precisa ser feito de forma conjunta com a iniciativa privada, entidades de classe e trabalhadores.

O Deputado Laércio Oliveira, que presidiu a audiência, ressaltou a importância da discussão sobre o tema e se comprometeu em ampliar o debate no próximo ano. “A lei foi importantíssima para a inserção dos deficientes físicos no ambiente de trabalho, porém, ela precisa passar por uma formatação”, afirmou o deputado. Ainda, de acordo com o parlamentar, “existem empresas que não conseguem cumprir a exigência de ter, em seu quadro de funcionários, pessoas com essas características. É o caso de firmas que prestam serviços de vigilância e segurança. São algumas peculiaridades que precisam ser vistas”.

Fonte: http://portal.mpt.gov.br

Não cumprimento da Lei de Cotas subtrai R$ 18 bilhões de pessoas com deficiência

O número de empresas com mais de cem funcionários que não reserva parte de suas vagas para as pessoas com deficiência ainda é grande.

Mulher utiliza headset
O dia 3 de dezembro foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU)como o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Agora, com a chegada da data, muitas são as comemorações pelo País. Mas, na opinião do coordenador do Espaço da Cidadania, organização que trabalha pela inclusão de pessoas com deficiência, Carlos Clemente, ainda há muito a ser feito.

O não cumprimento da Lei de Cotas, por exemplo, faz com que cerca de R$ 18 bilhões por ano deixem de ser pagos a este grupo social, de acordo com levantamento da entidade utilizando dados do Ministério do Trabalho.

Este dado ofuscaria o valor a ser investido na inclusão de pessoas com deficiência anunciado no programa Viver Sem Limites: R$ 7,6 bilhões até o ano de 2014, na avaliação de Clemente, que pede maior fiscalização por parte do governo.

O número de empresas com mais de cem funcionários que não reserva parte de suas vagas para as pessoas com deficiência ainda é grande, aponta. De acordo com levantamento da entidade, quatro a cada dez trabalhadores com deficiência que estão no mercado de trabalho prestam seus serviços em empresas desobrigadas por lei a contratá-los.

"O Censo de 2010 indicou que o Brasil possui 45,6 milhões de pessoas com deficiência. Mais de 27 milhões delas tem idade para atuar no mercado formal de trabalho, mas apenas 306 mil estavam com direitos garantidos", afirma Clemente que usou dados do Ministério do Trabalho e Emprego. "É hora de comemorar, mas também de cobrar".
Fonte:Vida mais Livre 

Embratur lança programa de turismo acessível

Programa irá trazer, em 2012, turistas com deficiência dos países do Mercosul, com um acompanhante, para conhecerem, os municípios de Socorro (SP) e São Paulo.


Pessoa praticando tirolesa
A Embratur lança o programa Turismo Sem Limites, que irá promover o chamado turismo acessível – voltado para as pessoas com deficiência. A Instituição aproveitou hoje (29/11), dia que comemora-se o 2° Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas. Para celebrar o dia, os parques temáticos do Brasil abrem suas portas a crianças com deficiência.

Flávio Dino, presidente da Embratur, avalia: “o Turismo sem Limites irá fortalecer a ideia de que o Brasil é um país sensacional, completo e preparado para receber todos os públicos. Além disso, é um programa que também estará focado nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016”,

A Embratur irá trazer, ao longo do ano de 2012, turistas com deficiência dos países integrantes do Mercosul, com um acompanhante, para conhecerem, inicialmente, os municípios de Socorro(SP) e São Paulo.

Socorro é destino referência na prática de turismo de aventura adaptado a pessoas com deficiência. A cidade oferece 15 modalidades esportivas completamente equipadas. Há, por exemplo, equipamentos para que, tanto paraplégicos quanto tetraplégicos, façam a cavalgada, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, rapel e tirolesa. A capital paulista possui um roteiro cultural com acessibilidade.

O Turismo Sem Limites está alinhado ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Viver Sem Limites, lançado pela presidente Dilma Rousseff, no último dia 17 de novembro. O plano cria metas para melhorar ações estratégicas em quatro áreas: educação, saúde, inclusão social e acessibilidade.


Fonte:Vida mais Livre

A deficiência e suas variadas formas


“Faz isso sozinho” é uma fala que uma pessoa com deficiência pode ouvir no cotidiano. Quem fala isso está pensando no bem e na independência da pessoa.
Mas é preciso que se saiba que existem vários tipos de deficiência e, consequentemente, diversos níveis de dificuldades. Para se ter uma ideia, em relação a mim, há deficientes que possuem mais e outros que têm menos dificuldades de realizar algumas tarefas do cotidiano, como trocar de roupa ou escovar os dentes, por exemplo.
Existem diversas deficiências, cada qual com as suas características. Então, para se ter um exemplo, uma pessoa que ficou paraplégica pode ter menos restrições do que uma pessoa que já nasceu com alguma deficiência.
As pessoas com deficiência se sentem estimuladas ao saber que há pessoas que se preocupam com elas. Mas cada caso é um caso. Os deficientes não possuem dificuldades porque querem, mas por causas das limitações causadas por algum tipo de deficiência.
Algumas limitações podem ser amenizadas ou até superadas com a realização de fisioterapia, por exemplo, porém, dependendo do grau de deficiência, infelizmente algumas restrições não podem ser superadas tão facilmente, e é importante que as pessoas saibam disso.

por Rodrigo Almeida